Increscunt animi, virescit volnere virtus.
[Os espíritos crescem e a virtude floresce, à medida que é ferida.]
Muitos filósofos tentaram reduzir nosso sofrimento, oferecendo conselhos de como amenizar nossa dor, confortando-nos; e religiões, como o cristianismo, que se propõem a oferecer consolo aos seus fiéis. O sofrimento é visto como um sentimento que causa dor, desolação, angústia, falta de auto confiança. Mas, quem disse que esses sentimentos são necessariamente ruins? Segundo o filósofo alemão Friedrich Wilhelm Nietzsche (1844-1900), sofrer significa muito mais do que isso. O sofrimento, na filosofia nietzscheana, ao contrário da opinião popular, é algo vantajoso na vida. Sem sofrimento não há vitória, não há sucesso. Embora muitos imaginem o sucesso como fácil e natural para algumas pessoas, na visão de Nietzsche não existe um caminho reto até o topo. "Não falem de dons ou talentos inatos.” ele escreveu. “Podemos listar muitas figuras importantes que não tinham talento, mas conquistaram seu mérito e transformaram-se em gênios. Elas fizeram isso superando dificuldades."
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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
0 A "Verdade" Para Nietzsche
O que é a verdade para Nietzsche? Muitas palavras poderiam ser empregadas para tal constructo, mas vou deixar algumas, um “conceito” breve: verdade é a mentira em rebanho; o que por convenção é aceito por uma ampla maioria é tido como verdade, dizer a verdade é mentir em público.
Em Nietzsche toda palavra é metáfora: um estímulo nervoso em forma de imagem, primeira metáfora; a imagem tranposta em um som; segunda metáfora. A partir dessas metáforas em seus múltiplos significados – as palavras: os conceitos -, o homem está enredado numa trama ficcional inesgotável.
A mentira também é outro peso primordial do homem em rebanho. Mentira é uma verdade, verdade de que tal coisa não é verdadeiro – é mentira.
Verdades e mentiras são ilusões como todas as coisas demarcadas na linguagem; ilusão que não se sabe ser ilusão: eis aí a câmara de tortura da vida.
Poderá perguntar o leitor, mas o seu exposto sobre a verdade para Nietzsche não quer ser verdade? Em certo sentido, se levado à interpretação das palavras, sim. Nesse momento dizemos que a linguagem se quebra nela mesma; mas o importante é a forma como nos relacionamos com as palavras, como somos afetados por elas: ora pois, esse breviário não é senão um afeto do autor sobre aquilo que ele vê em Nietzsche à respeito da verdade. É para além da verdade e da mentira: temos que parar de, como lobos famintos, querer se alimentar de verdades e mentiras, de bem e mal, bom e ruim… e aprender a navegar em novos mares, para além.
Verdade, portanto, não é algo que existisse e que se houvesse de encontrar, de descobrir – mas algo que se há de criar e que dá o nome a um processo.
Em Nietzsche toda palavra é metáfora: um estímulo nervoso em forma de imagem, primeira metáfora; a imagem tranposta em um som; segunda metáfora. A partir dessas metáforas em seus múltiplos significados – as palavras: os conceitos -, o homem está enredado numa trama ficcional inesgotável.
A mentira também é outro peso primordial do homem em rebanho. Mentira é uma verdade, verdade de que tal coisa não é verdadeiro – é mentira.
Verdades e mentiras são ilusões como todas as coisas demarcadas na linguagem; ilusão que não se sabe ser ilusão: eis aí a câmara de tortura da vida.
Poderá perguntar o leitor, mas o seu exposto sobre a verdade para Nietzsche não quer ser verdade? Em certo sentido, se levado à interpretação das palavras, sim. Nesse momento dizemos que a linguagem se quebra nela mesma; mas o importante é a forma como nos relacionamos com as palavras, como somos afetados por elas: ora pois, esse breviário não é senão um afeto do autor sobre aquilo que ele vê em Nietzsche à respeito da verdade. É para além da verdade e da mentira: temos que parar de, como lobos famintos, querer se alimentar de verdades e mentiras, de bem e mal, bom e ruim… e aprender a navegar em novos mares, para além.
Verdade, portanto, não é algo que existisse e que se houvesse de encontrar, de descobrir – mas algo que se há de criar e que dá o nome a um processo.
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